Empresário da Barra aposta no grafite em competição

Matérias - outubro de 2018

Muros e paredes de transportes de massa como o Metrô nunca foram bonitos de se ver. E isso ocorre no mundo inteiro. Por aqui o produtor e empresário Junior Brasil viu a oportunidade de dar voz e abrir a criatividade de artistas do grafite e com ajuda da iniciativa privada resgatou a COPA GRAFFITI. Morador do Recreio por 3 anos e há dez na Barra, fica feliz com mais um término da competição esse mês que premia em R$ 20 mil a melhor gravura através do voto popular no hotsite www.copagraffiti.com. As ações foram em painéis

temáticos nos muros das estações da Linha 2 do MetrôRio.
Apesar do ex-prefeito de São Paulo João Dória perseguir os grafiteiros no ano passado em 1970 correu um movimento considerado “ilícito” por muitos, encabeçado por adolescentes que deixavam sua marca em vagões de metrô e fachadas de prédios, o grafite explodiu em Nova York essa época. Uma década depois, esses jovens artistas eram cobiçados por galerias comerciais e colecionadores. Ao lado do hip hop, o grafite não apenas transformou a paisagem da cidade, mas teve impacto visível até hoje na música, na moda e na cultura popular. Hoje, o brasileiro Cobra estampa as principais fachadas da cidade americana e o nosso Porto Maravilha com suas gravuras. Junior enfatiza que se não fossem os parceiros isso não seria possível:


_”Sempre que posso agradeço os parceiros como Invepar, MetroRio e BAP Adm de Imóveis que mesmo em tempos de crise apostam na cultura, ações cada vez mais raras entre as empresas. E claro, a Paris 68 e Leolac que cederam as tintas, que são muitas”, lembra.
O Copa Graffiti é considerado um dos maiores eventos voltados para a Arte Urbana no Brasil. A proposta foi transformar mais de 40 km de muros das estações da Linha 2 (entre São Cristóvão e Pavuna) em uma galeria ao ar livre que poderá ser a maior área sequencial de arte urbana já exposta no mundo. Quilômetros de histórias coloridas foram contadas, como num museu a céu aberto, oferecendo arte gratuita a população e oportunidade a artistas de exibirem

suas obras
Para Junior Brazil só o fato de ter conseguido colocar o projeto em prática foi uma vitória:
_ O país está numa crise sem fim. Toda vez que vamos iniciar uma proposta desse tipo, em geral, os empresários viram as costas, mas dessa vez deu certo. Ver as crianças interessadas na arte, nas técnicas, pensar em frases que inspiram confiança ,amor , não tem preço, torço para que ano que vem tenha novamente”, finaliza.
A primeira edição do Copa Graffiti ocorreu em 2012. Participaram 15 equipes e mais de 150 artistas envolvidos na cobertura de 15 estações da Linha 2 do MetrôRio. Nessa terceira edição a curadoria é de Airá O’ Crespo’.


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