Estão furtando as magrelas

Matérias - outubro de 2015

sé Herculano teve a bicicleta furtada na Rua Gelson Fonseca, quando foi fazer compras no supermercado que funciona ao lado. O filho de Grace, moradora de Vargem Pequena, teve a sua na Benvindo de Novaes em frente ao shopping Américas. E Luíza Medeiros perdeu a sua ‘companheira’ que a levava todos os dias para academia Smart Fit. Nesses três casos a única diferença é que Grace, jornalista, teve o expediente de se dirigir a uma delegacia mais próxima, a 42 DP para registrar o furto e ajudar a polícia a tomar ciência do crime. O ISP – Instituto de Segurança Pública divulgou mês passado pela primeira vez dados de furtos de bicicletas na capital, desmembrando essa modalidade de crime que antes era inserida em assalto a pedestres. Vale lembrar que desde a morte do médico Jaime Gold, na Lagoa, que foi aprovada em Junho a lei que tipifica essa modalidade.
De acordo com o órgão, foram 23 roubos e 220 furtos na capital, sendo 19 só aqui no Recreio. Nas redes sociais, não é difícil achar relatos de pessoas que tiveram as suas ‘magrelas ‘ furtadas. Na maioria das vezes, com cadeados e presas em algum tipo de local reservado, como praças, orla e academia, como foi o caso da Luíza, que não se conforma e fez um desabafo no facebook em busca de noticias e opiniões em o quê fazer. Já o filho de Grace, que usava a bicicleta para ir à academia no shopping desconhecia o fato do local existir um estacionamento exclusivos para as bicicletas.
Diante do volume de atendimento de uma delegacia que beira os 19 mil anuais, os números não parecem muito assustadores, mas quem tem um bem furtado não se conforma. E merece uma atenção especial por parte das autoridades. Apesar de não estar na jurisdição da 42 DP que atende até a ponte de madeira na Balthazar da Silveira (Via 9) o quiosque Cavalo Marinho até desistiu de manter um bicicletário para seus clientes, como conta uma das proprietárias, Sandra Ornellas:
__Faço de tudo para agradar meus clientes. Acreditando numa economia sustentável e apoiando as

pontobicicletassite

inciativas de utilização dasbikes. Até criei espaço para elas até começarem a furtar e virar uma dor de cabeça. Um dia um cliente insistiu que a bicicleta dele custava R$ 20 mil e eu deveria ressarci-lo. De tanto insistir e mesmo não sendo obrigação minha por estar no espaço público pedi um B.O. e ele não trouxe. Para evitar futuros incovenientes, decidi retirar o bicletário. Uma pena né? Se tem cliente que vem de balsa, poderia vir de bicicleta. Até vem, mas não me responsabilizo – explica. Tentamos contato em duas oportunidades com titular da 42, Dra- Adriana Belém , mas não obtivemos sucesso. O mesmo vale para a assessoria de imprensa da Polícia civil.
Para o presidente da comissão de segurança de ciclismo, Raphael Pazos, o mercado de receptação de biciletas tem estimulado a prática de crimes:
__A bicicleta virou moeda de troca. Um modelo mais barato não sai por menos de R$ 800. Se estão vendendo é porque a população está comprando – finaliza.


Publicidade