Quem mora na região há algum tempo já até sabe como desviar do trânsito complicado na Rua Gláucio Gil devido às interdições para as obras. Mas quais obras? Já contamos umas quatro , se levarmos em conta o recapeamento do asfalto anunciado pelos quatros cantos pelas autoridades locais. A via já ficou parada para implantação de ligação da rede de esgotos pela CEDAE à estação de tratamento. A última, apesar de não ter estampado o engenheiro responsável e especificações técnicas e tudo mais , era para colocação de tubulação de esgoto do shopping Américas Park que está prestes a ser inaugurado pela construtora ECIA. Com pouco mais de 4 meses, interditaram ruas e transferiram veículos pesados como ônibus e caminhões para ruas pequenas vias, como é caso da Rua Cecília Meirelles. Conversando com moradores, vimos que eles, apesar do otimismo e enaltecerem o fato de morarem ali, a sequência de obras e a falta de cuidado de quem as faz tem tirado o humor e aumentado a conta de luz .
__Moro há 4 anos aqui no número 883 e antes dessa última obra já tínhamos reclamado do tampão de metal que fica quase na minha janela tampando o buraco que já existia. Não é que veio obra e foi obra e quem está ali de novo? A placa de metal!”, comenta de forma descontraída o morador Jader. Ele nos contou que a via não tem ralo pluvial e em dias de chuva o problema só agrava.
Enquanto uns reclamam, outros respiram otimismo. Mesmo no ”olho do furacão” das obras, na esquina da Genaro de Carvalho com Gláucio Gil o proprietário da imobiliária, Terra Nostra, Sr. Iseu Rodrigues, de 67 anos e há 14 no bairro foi categórico:
__”Não se faz omelete sem quebrar os ovos”, brincou. Perguntado sobre a possibilidade de haver uma queda nos valores dos apartamentos devido ás obras foi enfático:
__”Muito pelo contrário. O shopping só vai valorizar ainda mais essa área e tenho pena deles que tiveram que arcar sozinhos com essa obra de tamanha magnitude”, lembrou o empresário.
Numa caminhada pela rua, restos da obra, canteiros inacabados e calçadas ainda quebradas são um sinal de que ainda voltam para terminar o serviço, pelo menos, é a esperança dos moradores entrevistados. Na Rua Vicente Scofano que ainda é de terra batida, teve um morador que não quis se identificar e disse que nunca desligou o ar condicionado por causa da poeira e ele da poeira e chegou a dobrar a sua conta de luz. “Não tive jeito. Minha filha é alérgica. Não vejo a hora de isso tudo acabar. Poderiam ter asfaltado a rua aqui em contrapartida”, reclamou.




