Cerca de uma centena de moradores do Terreirão foram as ruas para protestar contra a morte de Júlio Pimenta Rosa, de 22 anos, que teria sido torturado e queimado vivo por criminosos no Complexo do Chapadão, em Costa Barros. Conhecido na região, o rapaz era frequentador dos quiosques da orla e muito brincalhão. Nas redes sociais as pessoas não paravam de deixar mensagens de conforto a família. Com faixas de luto e de forma pacífica, os manifestantes mostram indignação com o caso. Um carro da polícia do 31 BPM seguiu a marcha que terminou no Quiosque 10 e meio.
Juninho, como era conhecido, morava com familiares no Terreirão e era portador de autismo. A suspeita é que ele seja a vítima de torturas em um vídeo que circula na Internet. Segundo a irmã, Patrícia Aparecida Pimenta Rosa, o rapaz está sumido desde o dia 12 deste mês.
“Acredito que ele, por ser autista, e por falar sempre que queria ser policial ou bombeiro, pode ter sido morto por traficantes. Também pode ter sido confundido como bandido de facção rival. Não aguentei ver todo o vídeo. São covardes”, comentou abalada, Patrícia.
O vídeo que está circulando pelas redes sociais tem 49 segundos. Nele, Juninho, como é conhecido, é agredido com golpes no pescoço e aparece sem a orelha esquerda. Móveis são queimados em cima dele, que agoniza. Num momento, um dos traficantes, que seria do Comando Vermelho, diz no vídeo. “Nós tá cheio de ódio do Muquiço. Tá queimando vivo. Já está sem orelha”.







