Muita zumba em causa nobre e rosa

Matérias - outubro de 2015

A professora Kleoniki saiu lá da Grécia para ensinar o ritmo caribenho aqui no Brasil. Junto com ela os professores Ingrid , Tatiana, Kléo , Ronaldo e muitos outros pareciam estar possuídos pelo ritmo eletrizante ,Zumba  e,  música após música incentivavam sua plateia a seguirem seus passos. Kleoniki disse que numa aula pode perder até 1 mil calorias se fizerem num ritmo intenso e acelerado. E no sábado cinzento (17/10), no Clube Mix do Novo Leblon a cor que imperou foi o rosa, que recebeu apoio de cerca de 100 mulheres que pagaram R$ 20  em prol de estudos para o combate ao câncer de mama no país.  Eram mulheres do Rio inteiro:

 

__Tem gente que veio até de Niterói porque temos professores de todos os cantos da cidade – completou a professora que carrega leve sotaque e enorme sorriso.

 

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Ana Paula Azevêdo, 46 anos, pingava muito de suor , mas o sorriso demostrava total satisfação:

 

__Vim de São Conrado só para participar desse aulão. Estou revigorada.

 

Keyla Ferreira, de Vargem Pequena  segue a linha:

 

__ Fiz uma aula uma vez e não parei mais . Faço na Carlota Portela no Jardim Botânico e quando não tem fico até triste – lembra a secretária que teve câncer de ovário há 5 anos e teve alta.

 

__ Já gosto e pratico zumba e quando recebi o convite ´para participar do Outubro Rosa  vim na hora . Só quem passou por isso sabe o quanto é difícil – desabafa esbanjando alegria e muito suor.

 

Crianças e alguns maridos também estavam nos alão. Não dançaram , mas mexeram muito os ombros.

O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. O câncer da mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A proporção de câncer de mama em homens e mulheres é de 1:100 – ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.


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