Vai voltar a doer no bolso. A Prefeitura do Rio decidiu religar mais da metade dos radares desligados na cidade que foram anunciados em dezembro como cancelados. Foi criada uma nova administração para o tema e criou-se uma comissão para reavaliar a necessidade dos radares e decidiu pela volta da operação de 186 deles. Pelo visto, aqui na região, quase todos estarão em operação até o fim desse mês. Já estão em funcionamento todos da Lúcio Costa, por exemplo.
Essa ação acontece junto à Alerj que aprovou uma lei que pretende retirar equipamentos de fiscalização eletrônica de locais violentos do estado. O texto, que ainda precisa da sanção do governador Pezão, diz que ficam “proibidos de serem instalados em áreas de risco novos dispositivos eletrônicos de controle de velocidade” e que os municípios precisam retirar gradualmente os dispositivos já instalados nessas regiões.
No caso específico da orla da Reserva que é completamente escuro por falta de iluminação fica a dúvida: se liberar vira uma pista de corrida e os acidentes voltam a acontecer ou facilita a abordagem de ladrões já que fica limitado a velocidade de 60 km?
No entanto, não há uma definição precisa sobre quais são esses locais. A lei afirma que “consideram-se áreas de risco aquelas cujas comunidades carentes são mapeadas e conhecidas por serem de alto índice de violência e confronto armado em vias urbanas”. O que em nenhum momento o Recreio e a Barra se enquadram, apesar de estarem no TOP 10 da violência.
O deputado Dionísio Lins (PP), autor da lei, afirmou que esses parâmetros para definir as regiões ainda serão criados. Ao Extra ele disse:
— Vamos pegar os dados de violência e convocar uma audiência pública para determinar os locais onde há mais crime — afirmou.
Já o diretor de Engenharia de Tráfego da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET-Rio), André Ormond, afirmou que vai aguardar a definição dos locais considerados de risco

para desligar os equipamentos nesses perímetros.
— Eu tenho uma malha viária de 9 mil 400 km. Vou remanejar esses radares para outros locais com potencial de risco. A segurança de tráfego ficaria em segundo plano, o que é um risco para a vida da população. A CET-Rio vai ponderar, apresentado os riscos, mas temos que respeitar a lei — afirmou.
Nesse cenário, o fator de segurança de tráfego ficaria em segundo plano, o que é um risco também à vida da população. Será ponderado pela CET-Rio, apresentado os riscos, mas temos que respeitar a lei — afirmou Ormond.
E é aí, que se enquadra a região, com alto índice de acidentes fatais por causa das vias largas e em linha reta. Veja a lista completa no site do jornal em www.jornaldorecreio.com.br ou www.rio.rj.gov.br .
Muitos motoristas já foram pegos de surpresa na orla como foi o caso do professor do município Eduardo de Andrade Neto, 39 anos:
__”Passo por aqui sempre fugindo dos sinais das Américas.Não sou de correr, tenho um Corsa, mas vou ter que passar a olhar o velocímetro porque a gente acaba relaxando e a multa chega bonitinho lá em casa’, brincou.




