Pedra do Telégrafo: a famosa foto que não saiu

Matérias - fevereiro de 2016

O que não é a curiosidade do ser humano…De tanto ver matérias e fotos e mais fotos de pessoas que pareciam penduradas num precipício decidi ir conferir a famosa Pedra do Telégrafo e por serem férias pensei em ir num dia de semana. Aproveitei e levei minha ‘estagiária’ de 11 anos, no caso minha filha que está de recesso escolar, afinal juntava o dever de trabalhar e informar com a experiência de subir a famosa pedra e dar uma de pai ‘superbacana’, além levar a filha num passeio descolado digamos assim. O cenário paradisíaco é a mais nova sensação das redes sociais. A Pedra do Telégrafo, em Barra de Guaratiba, tem atraído corajosos visitantes que supostamente se arriscam num “abismo” ao posar para as fotos. O registro é nada mais que um truque de ótica por causa do ângulo em que é fotografada a pessoa que em nenhum momento passa algum perigo.
Chegar até lá é uma boa caminhada e prepare o bolso. Para chegar nos 354 metros da montanha é preciso fazer uma trilha de dificuldade moderada, que dura cerca de 40 minutos.
Mas antes tem uma outra subida que pode ser feita a pé ou de mototáxi (R$7)que saem da praça central aonde fica o quartel do exército. A subida dá mais medo que a da trilha porque os moto táxis são um pouco aventureiros, o terreno é sinuoso, ingrime e as motos são de baixa cilindrada, já viu né?
Porém, existe um senhor que fica num Fiat Idea e oferece a R$ 20 um estacionamento dele que fica logo na entrada da trilha, vale à pena porque você economiza tempo e pernas.
Fizemos isso. Logo no início, um monte de lixo nos recebe, mas não desanima. (Foto no site). O terreno meio irregular por causa das chuvas não é difícil de subir mas tem que ter cuidado para não estragar o passeio já que podem haver torções . Nos primeiros 100 metros duas moças, uma se chama Aline, oferece água ou cerveja aos que sobem. Para quem não vai preparado como eu, foi uma mão na roda. Ambulante na trilha? Sim!!
Percebi que faltam placas e é fácil se perder, já que existem 3 entroncamentos e numa distração você pode errar o caminho e parar numa das duas praias paradisíacas dali, não seria mal, mas não era o foco. Avistamos um grupo de paulistas e fomos juntos. Minha filha Ana Carolina subiu sem maiores sacrifícos e serve de consolo para algum pai que queira levar os seus. As amigas paulistas já estavam quase desistindo. Entre uma clareira e outra, a paisagem da Marambaia surge e encanta.
Quem não quiser se aventurar sozinho pode contar com o auxílio de guias para fazer o passeio, que custa em torno de R$ 50. Como noticiou o Jornal O Globo, os visitantes já encontram filas para fazer as poses na pedra durante fins de semana e feriados do verão.
_Fazemos o passeio quando o tempo está bom, com dois guias e um fotógrafo, e em dois horários menos cheios: nascer e no pôr do sol. A trilha era pouco conhecida e, de repente, descobrimos que aquele pico rendia uma ótima foto. A degradação vem junto com as pessoas, por isso a gente faz um trabalho de conscientização para que ninguém deixe lixo na trilha, por exemplo-, conta Pedro Felipe Carvalho, diretor da ONG Amigos do Perigoso (nome de uma das praias dentro da área de preservação do Grumari) e que foi entrevistado na ocasião. Após isso, a Prefeitura foi até o local para  fazer um trabalho de concientização junto aos frequentadores.
A advogada Jhoane Brazileiro, que fez o passeio diz que foi mais demorado esperar para fazer a foto do que subir a trilha. -Demoramos mais tempo na fila da foto do que na trilha. Tinha gente esperando duas horas para tirar foto, nós conseguimos esperar uma hora e meia.- Foi o que vimos. No caminho vamos cruzando com vários grupos que vão nos incentivando e alertando que estamos chegando. Faltam 10! Faltam 15 minutos! Só não avisaram que a fila para a tal foto era enorme! Chegamos e vimos isso, uma fila imensa, na maioria de jovens que na sua vez desejam fazer várias poses e situações. E isso, faz com que a sua vez não chegue mesmo. Fomos aos dez primeiros da fila e todos foram unânimes: Vale à pena!Será?
Perguntei quanto tempo estavam ali: Duas horas e meia? Olhei para minha ‘estagiária‘e ela: -Tô com fome!! –
Rimos, fomos para a pedra ao lado que era tão linda quanto, fizemos algumas poses e voltamos. Descemos em 20 minutos

 

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