Falta melhorar. Foi a frase mais ouvida entre as inúmeras filas de passageiros no novo Terminal Alvorada , tanto na TransOeste quanto na recém inaugurada TransCarioca. Numa tarde de rush antecipado por causa de um dos jogos da fase de grupos do Brasil, pegamos o BRT na estação Barra Sul/Pontões em direção ao Galeão para testar o sistema. Permanecemos 15 minutos a espera de uma composição paradora em direção ao terminal, já que todas passavam direto. Nesse pequeno intervalo flagramos dois torcedores chilenos perdidos andando na pista sentido Barra. Foi um presságio. (no site, fotos)
Após, 15 minutos, soltamos e nos dirigimos à composição com destino ao Galeão. Eram 4 filas enormes e, na maioria, sem organização. Para quem vai se dirigir ao Aeroporto precisa pegar o BRT que faz apenas uma parada , em Vicente Carvalho. Na que entramos, lotada, não havia bagageiros ou porta-malas. E como era horário de saída do trabalho, foram todos espremidos. Sorte que balança pouco e o ar condicionado funciona. Da Barra da Tijuca até a Ilha do Governador ao longo de 39km de extensão, passamos por 47 estações e 27 bairros. Mas até o término dessa edição, apenas até o Tanque é que funcionavam. O investimento total de R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 1,1 bi em recursos federais e R$ 600 milhões em contra partida da Prefeitura.
A via é imponente e levamos 42 minutos até a estação Vicente de Carvalho. Ali, o BRT se transforma. Saem praticamente todos e entraram uma dúzia de passageiros, como Carlos, que iria para Fortaleza e pegava pela primeira vez, aprovando de imediato, apesar de ficar com a mala junto a ele no corredor:
__”Eu pegava o frescão e é a primeira vez que entro no BRT. Estou vindo da zona sul. Achei que poderia ter mais bagageiro, talvez embaixo, como nos ônibus comuns”, completou.
Enquanto Carlos elogiava, a corretora Elaine , de 35 anos, preferiu reclamar das filas:
__” Olha , eu prefiro ir pela Linha Amarela. O problema é que quando engarrafa, estraga tudo. Se colocarem mais composições vai melhorar 100 %”, lembrou.
O apontador de engenharia, Cláudio, de 38 anos, entrou na conversa e disse que levava até 3 horas até em casa. Morador de Belford Rôxo disse que tudo se ajusta:
__”Eles vão melhorar , tenho certeza”, enfatiza.
A nota triste foi para os inúmeros flagrantes de invasão na pista seletiva. Vimos inúmeros moradores, idosos, motos, carros, e até ônibus entrando na vai expressa. E tanta imprudência que já causou muitos acidentes, sendo uma morte no último fim de semana de Junho em uma das regiões mais problemáticas, Taquara Segundo o motorista, Madureira e Taquara são os locais mais perigosos.
__”As pessoas não respeitam mesmo. Em Mato Alto tem até uns blocos de concreto que são perigosos e tenho até que desviar”, lembrou entre uma buzina e outra, avisando insistentemente a sua chegada diante de inúmeros pedestres. Na Penha, tem um trecho curioso. O limite é de 20 Km e bicicletas passam sem nenhuma cerimônia na frente. Os cinco viadutos construídos são imponentes e proporcionam um belo passeio. Vale conferir. Chegamos 1H e 2 min. A volta foi muito mais rápida. Com 45 minutos, estávamos na Barra. Vejam no site do jornal inúmeras fotos. Essa história toda custou apenas R$ 3!



































