A vida atrás de boas ondas fez de Janaína uma andarilha do surf . A paixão pela gastronomia vem de menina e esse amor fez com que trabalhasse em alguns restaurantes na Califórnia. No Havaí, conheceu o POKE e se apaixonou. Tanto que assim que chegou ao Brasil foi para o sul atrás de ondas, claro, mas também de um sonho, abrir seu negócio. No Recreio onde mora, o desejo aflorou novamente e deixou um pouco a prancha de lado para mostrar a região a comida mais famosa da ilha do pacífico. E o Shaka Poke paira pelos sonhos de Janaína há pelo menos 4 anos e no ano passado decidiu montar um trailer onde a paixão foi tão forte que o enfiou dentro da loja, no coração do Recreio. Janaína Ribeiro moradora daqui agora traz a inédita comida havaiana, inteiramente natural, prática, leve e saudável, além de simples de se fazer.
O prato típico leva peixe cru cortado em cubos e servido em uma tigela com arroz ou folhas, molho (em geral à base de shoyu) e acompanhamentos como frutas e algas. Provamos um com batata doce crocante (foto) e a novidade promete. O Poke – palavra havaiana que significa cortar, fatiar – nasceu como prato caseiro feito à base de atum-albacora-havaiano (também conhecido como atum ahi), peixe bem comum nessa região. Mas atenção: ele é diferente do sashimi, já que o peixe fica levemente marinado por conta do contato com o molho, e também não é a mesma coisa que um ceviche, isso porque o prato peruano tem molho à base de limão, cujo ácido desencadeia um processo semelhante ao cozimento.
Segundo a historiadora inglesa Rachel Laudan, que é especializada em gastronomia (e escreveu The Food of Paradise: Exploring Hawaii´s Culinary Heritage, um livro só sobre a culinária havaiana) os pratos mais comuns do Havaí são o resultado de uma mistura de tradições de diversos lugares, entre eles a Ásia, mais especificamente o Japão, por isso o uso de peixe cru, shoyu e arroz.



Os valores são acessíveis e cabem no bolso. O Ahi Poke custa R$ 35 e o de salmão R$ 38 e podem ser adicionados molhos a R$ 2 e mais a batata doce a R$ 2. Servido numa tigela ou ‘bowls’ os pratos dão tranquilamente para uma pessoa. E os sonhos não param e Janaina enfatiza:
–‘Eu comecei a vender poke na Prainha e orientada por um amigo, me chamou a atenção em abrir meu próprio negócio antes que alguém roubasse a ideia. Para eu estar completa falta o sorvete de chá verde. Mas nenhuma fábrica de sorvetes , pelo menos até agora apostou na ideia.
O Shaka Poke fica na Rua Lúcia de Castro Silva, Recreio dos Bandeirantes, e contatos pelo (21) 98013-2829. Em breve entregas em domicílio. Funciona de quinta a sábado, eventualmente aos domingos.





