Ele está em cartaz no Quiosque Cavalo Marinho há 5 anos. Sua paixão pelo bairro o inspirou a trocar o seu amado Irajá pelo bairro mais charmoso da cidade, o Recreio. Ela, veio do Flamengo para cá há 1 ano e não quer saber de outra vida. Em comum, o talento, o amor pela música, a juventude e o The Voice. O JORNAL DO RECREIO reuniu esses dois grandes intérpretes no CAVALO MARINHO para falar sobre música , carreira, Recreio e claro, The Voice. Lui foi mais longe. Chegou as finais, não levou o título, mas venceu no gosto e coração do público. Não era para ser diferente. Desde sua primeira apresentação no programa quando ganhou 4 cadeiras viradas dos jurados que se emocionaram com sua voz doce emoldurando o clássico de Gilberto Gil, “Drão” até o último programa foram só grandes shows que emocionaram o público em casa. Camila Matoso, mais jovem ficou nas batalhas iniciais mas encantou também. Ruiva por opção, se agiganta quando está atras de um microfone. Bastou uma canja numa tarde quente desse Verão para juntar pessoas no quiosque para ouvir o talento da dupla. Ambos participaram de um projeto bem interessante, o MANSÃO CARIOCA que reuniu vários talentos numa casa na zona sul para pura e simplesmente compor, produzir, cantar e criar. Ali, tiveram o primeiro contato, a primeira parceria que pode ser vista no site do jornal em www.jornaldorecreio.com.br . A baixo um papo rápido com a dupla:

1) Qual é a praia da Camilla, Axé ou MPB?
R: CAMILA Posso dizer que a minha praia é música. Gosto de cantar de tudo, uma pegada mais Pop. Mas eu faço parte de uma banda de Axé. Então, eu acho que é bem dividido. Não consigo dizer qual que prevalece. Mas posso dizer que eu nunca compus um axé, por exemplo.
2)E você Lui?
R: LUI. Eu sou mais o suingue da música popular americana. Gosto de mais do John Mayer também. Aqui no Cavalo abro mais o leque e toco de tudo . Sei o que funciona e prefiro agradar ao público primeiro do que a mim..
2) O mercado sertanejo tomou conta do Rio, como você vê esse mercado para uma jovem cantora?
R: CAMILA. Pois é, o sertanejo invadiu e chegou para ficar. E eu não posso negar que eu gosto muito. Não é a minha praia para cantar, mas para curtir, para dançar, para fazer farra, é muito bom. E é um mercado que está cada vez mais em ascensão. Ainda mais para as mulheres que estão chegando fortes no sertanejo. E até brinco com as minhas amigas que vou virar cantora sertaneja, porque ainda não tem cantora ruiva no sertanejo ainda. Acho que vou fazer sucesso (risos).
3) Lui, você prepara site para esse mês, canções novas...
R: LUI – Eu tô sempre experimentando, compondo. Sou um arquiteto da minha música e não sigo tendências. Minha música é de alma. Quando posso as mostro. Gosto muito de uma música que fiz em parceria com meu tio Gilson Casinha Branca, “Selva de paixões’. Agora, “Curtição e Balada”.
3) Camila, você mora no Recreio há um ano, morava aonde antes? Sentiu diferença?


R: CAMILA – Antes, eu morava no Flamengo e confesso que senti bastante diferença porque praticamente não pegava em carro, fazia tudo que tinha para fazer de bicicleta ou de metrô. Aqui tudo é mais distante, tenho que ir de carro até na farmácia. Mas, em compensação, eu adoro a calma daqui. Ainda mais na rua em que eu moro, a Benvindo. É uma paz enorme. Acho isso bom para compor, inclusive. Eu adoro a praia do Recreio e amo a praia de Grumari. Antes, eu morava no Flamengo e para ir a Grumari era um evento. E agora está do meu ladinho, eu acho maravilhoso!

4) Lui, como é ficar em cartaz 5 anos, algum truque?
R: LUI – Graças a Deus né? É o reconhecimento do meu trabalho que faço com muito carinho e troca de energia é bem intensa e verdadeira.


Mexo um pouco aqui e pouco ali. Ás vezes tenho a honra de receber amigos para canjas legais e vamos em frente.
5) Aqui nos bares a maioria toca rock , pretende se apresentar pro aqui?
R: CAMILA – Já reparei que a preferência pelo rock, mas tenho vários amigos que tocam em vários barzinhos por aqui e não são do rock. Então, eu acho que conseguiria abrir uma porta para cantar pelo Recreio, perto de casa. Na realidade seria um sonho trabalhar do ladinho de casa.
6) Como vocês se conheceram?
R: CAMILA – A gente participou de um projeto junto que chama Mansão Popular Brasileira, um grupo de 20 artistas que se uniu numa mansão para compor. E eu o acho muito querido, tem um talento absurdo. Confesso que, por questões de agenda e compromisso, nunca fui vê-lo tocar, mas já fui no quiosque. É muito gostoso e um prazer enorme tocar com essa vista maravilhosa da praia,
7) Camila e Lui, antes da tecnologia, o long Play, mercado das gravadoras, os músicos reclamavam da escravidão e tudo mais. E hoje , o que uma jovem pode falar da carreira de músico; mais fácil ou continua duro?E você Lui,?
R: Camila -Eu acho que a carreira de música sempre será difícil. Até as pessoas entenderem o nosso trabalho como profissão e valorizarem nosso trabalho. Muita gente acha que é hobbie te diz que vai pagar tanto, que é um valor simbólico, porque você vai cantar, né, faz o que gosta…. cantaria de graça, mas ganhando melhor ainda. É o nosso trabalho a gente é muito desvalorizado na profissão. Eu acho que vai ser sempre uma profissão difícil, que envolve muito amor. A gente faz mais pelo amor do que pelo dinheiro mesmo. Só que a gente tem que reconhecer que com o avanço da tecnologia, hoje em dia, o acesso é maior para mais pessoas. Não precisa necessariamente de uma gravadora para conseguir fazer sucesso, mas claro
que gravadora é importante. Mas há plataformas digitais, hoje em dia, que permitem que a gente mesmo produza a música e lance a música. Tem o próprio Youtube que nossa! ,já lançou muitas pessoas através de canais e isso realmente foi uma facilidade que veio com o avanço da tecnologia. Temos muito mais acesso ao mundo todo com nossa música. Óbvio que continuamos dependendo de um monte de coisa, mas é muito mais fácil.
Lui, No meu caso existem pessoas, anjos que me ajudam e me apoiam . Dá muito trabalho, é dispendioso , mas dá para pra ver o resultado final.
8) Quando a Camila não está cantando está??
Ah, difícil não estar cantando (risos). Mas quando não estou cantando, eu estou na academia; andando de bike; no estúdio, gravando para o canal (Camila Matoso Oficial, no Youtube); atuando, porque sou atriz; lendo peça, ensaiando; fazendo cursos; dublando, porque sou dubladora, também. Enfim, a vida é toda na arte mesmo. Não costumo fugir dela.
9) Compõe? E qual próximo passo agora da Camila?
Sim, eu componho. Vou confessar que não sou aquela pessoa que compõe com a facilidade que a gente respira (risos), não tenho essa facilidade toda, até porque eu não toco instrumento. Então, para eu compor, eu preciso gravar a melodia num gravador de celular, cantarolar, e ir fazendo a letra. Mas eu tenho muita vontade de, às vezes, colocar para fora em forma de letra. Às vezes ‘sai’ em forma de texto e eu tenho que depois ‘quebrar’ um pouquinho para virar música, mas eu componho, sim. Tenho música autoral, acho uma delícia! E o próximo passo agora é o meu primeiro single que estou produzindo, e estou querendo lançar assim que der. Essa é a intenção. Vou focar muito no canal (Camila Matoso Oficial, no YouTube) agora. Realmente, vou postar um vídeo pro semana para movimentar e para manter as pessoas com acesso a mim, à minha voz, às coisas que eu faço. E focar na carreira de atriz. Porque, em 2016, eu dediquei todo à música, tanto que ‘rolou’ o “The Voice”, que foi incrível! Mas eu estou sentindo falta já do palco como atriz. Vou voltar a correr atrás do trabalho como atriz.
10) Qual música mais gosta de cantar, se é que isso existe?
Ih (risos), vocês falaram certo ‘se é que isso existe de uma música só que mais gosto de cantar’. Mas dos exemplos nacionais, eu gosto de cantar a minha música autoral “Amor em cores” e adoro cantar “Linda rosa”, da banda Playmobille, que é interpretada pela Maria Gadú. E em inglês, tem uma que sempre canto, que já caiu na corrente sanguínea (risos), que é a ‘Valerie”, da Amy Winehouse. Eu sou louca por essa mulher (risos).
Sou atriz. Então estou lendo peça, ensaiando; fazendo cursos; dublando, porque sou dubladora, também. Enfim, a vida é toda na arte mesmo. Não costumo fugir dela.
9) Compõe?
CAMILA
Sim, eu componho. Vou confessar que não sou aquela pessoa que compõe com a facilidade que a gente respira (risos), não tenho essa facilidade toda, até porque eu não toco instrumento. Então, para eu compor, eu preciso gravar a melodia num gravador de celular, cantarolar, e ir fazendo a letra. Mas eu tenho muita vontade de, às vezes, colocar para fora em forma de letra. Às vezes ‘sai’ em forma de texto e eu tenho que depois ‘quebrar’ um pouquinho para virar música, mas eu componho, sim. Tenho música autoral, acho uma delícia! Passo agora para o meu primeiro single que estou produzindo, e estou querendo lançar assim que der. No site , tem dois vídeos do Lui cantando “SELVA DE PAIXÕES”





1 comentário
CARACAAAA, muito feliz de ver meu ídolo favorito e querido Lui Medeiros em caetaz no jornal do Recreio.
Ele de fato é top mesmo.
Como disse Claudinha Leite! Lui onde passar vai levar multidões, está aí um singelo exemplo do Cavalo Marinho, onde ele é querido pela proprietária Sandra e pelo público que o acompanha desde antes do The Voice, como é o meu caso, de minha família e amigos.