Uma viagem pelo mundo das cervejas

Matérias - março de 2014

acervosite2 acervosite5 acervosite8 acervosite9Que tal uma viagem pelos quatro cantos do mundo  sem sair do Recreio? Parece bobagem, mas se tiver fôlego e não cair em cima da mesa, dá para conhecer diversos países apenas tomando suas cervejas. O ACERVO que abriu há 5 meses no bairro e acaba de entrar para o Polo Gastronômico do Recreio renovou sua carta de “brejas”e conta com cerca de 130 rótulos, entre claras e escuras, encorpadas,com sabores frutados e  de trigo. Os irmãos Bruno e Felipe Oliveira cansaram de marcar encontros com os amigos em bares específicos com único propósito de degustar cervejas especiais de outros países. Com a Lei Seca e a cada vez mais distantes, decidiram abrir seu próprio bar, O ACERVO, que fica na Guilherme de Almeida 83.

A paixão da dupla pelo mundo das loiras geladas é tão grande que falam com propriedade sobre o assunto e assim que nossa equipe chegou , decidiram abrir uma belga Kwak(R$ 67,  garrafa de 750 ml e R$ 28 a de 300 ml) que tem sabor marcante, colarinho cremoso e é degustada em um copo estranhíssimo , mas bem legal e inusitado, parecendo uma ampulheta.

Entre um gole e outro, a dupla foi nos contando sobre essa viagem de sabores.

__” Temos cerveja de onde você nem imagina. A nossa carta foi elaborada pelo sommelier Tiago Dardot que inclusive, faz uma terça por mês uma viagem com 5 rótulos diferentes numa degustação conjunta”, lembra um dos irmãos.   No cardápio, tem cerveja libanesa, a Almaza,  a Saporo do Japão, belgas, alemãs , inglesas e americanas e uma farta variedade. Para acompanhar, O Chef Rafael Gomes  prepara tira gostos de virar a cabeça de gringo, como a  linguiça com provolone (R$ 26), croquetes de carne (R$ 17) com 6 unidades, porções de pastel a R$ 24 uma brusqueta no pão de cerveja, novidade na casa, a R$ 26. O espaço é pequeno , mas aconchegante.

Destacam-se entre as brasileiras, cervejas artesanais como a Fraga Weiss (R$ 9,50 o chopp), e o Blonde R$ 12,  produzida na vizinha Vargem Grande, e a Bodebrown Wee Heavy, de Curitiba. Rótulos mundialmente conhecidos, como as belgas Deus e Delirium Tremens e a alemã Paulaner constam no cardápio. Marcas como Heineken e Stella Artois também não foram deixadas de lado para aqueles que não gostam de arriscar. Aliás,  Bruno até frisa que o chope Heineken dele é o mais gelado da região já que a chopeira extra cold foi instalada na casa para alegria dos clientes, que se reúnem as vezes para jogos de futebol numa das 3 televisões da casa.

Preocupados com o público feminino, tem no cardápio cervejas frutadas, como as da Família Flores, belga, que tem sabores  de maçã, framboesa e até chocolate, custam R$ 26. Ou uma Barbar, também belga, que tem mel em sua receita, R$ 29, 355ml.

Há quem diga que se a Alemanha é a terra das cervejas, a Bélgica é o paraíso. Vamos falar bastante aqui no blog dessa pequena nação que possuiu uma das mais tradicionais e antigas escolas cervejeiras do mundo. O país possui um dos maiores complexos cervejeiros da Europa, e é sede da gigante Anheuser-Busch InBev, companhia que, apesar de dominar grande parte do mercado belga, divide espaço com mais de mil pequenas cervejarias cujos mix de produtos extrapolam os 1,5 mil rótulos.

A escola belga possui estilos distintos, definidos principalmente pelo uso variado de matérias primas como adjuntos cervejeiros (aveia, centeio, trigo, casca de laranja, coentro, frutas) e aditivos tecnológicos.

Outra grande característica das cervejas belgas está em mesclar a tradição com a modernidade. Assim, é possível encontrarmos, por exemplo, algumas centenárias abadias trapistas produzindo cerveja com equipamentos de alta tecnologia, o que permite distribuir e exportar um produto com ótima estabilidade e qualidade. O telefone é 2148-4265.

 


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