Quem mora na região já conhece o perigo que é atravessar na Bandeirantes. E quando faz tem muito cuidado. Afinal, os sinais de trânsito na Estrada dos Bandeirantes no trecho entre as Vargens é um mero coadjuvante. A equipe do JORNAL DO RECREIO esteve em dois: no entroncamento com a Benvindo de Novaes e na Rua Américo de Souza Braga, onde centenas de caminhões atravessam todo minuto vindos de uma usina de concreto e um centro de triagem da Comlurb.
Alguns metros a frente, no número 13.841, a ex- medalhista olímpica Sarah Correa foi atropelada e morta em junho passado.
E a perda de uma vida e as próximas que poderão vir parecem que não fazem diferença para o motoristas. Avançar o sinal é uma questão de oportunidade. Verificamos que em geral, nesse cruzamento, os veículos só respeitam quando um caminhão está na cabeceira do sinal que sai da Américo. Do contrário, a maioria faz uma meia parada e segue em frente. E avança qualquer um, carros de passeio, ônibus, caminhões da Comlurb e motos, que na maioria não pára.

Já no cruzamento da Benvindo, o festival de infrações é geral. Tanto para quem vem do retorno, quanto para quem vai para Benvindo ou até mesmo para quem está vindo de Curicica. Ninguém respeita. A região tem um fluxo muito elevado de caminhões e sua maioria com carga que , pesados, não te
riam tempo de parar e evitar um atropelamento ou colisão. Além do mais, as faixas de pedestre estão apagadas, dificultando a visualização. O JR já fez matérias sobre o assunto e a Guarda Municipal, através da Sub Prefeitura, estaria presente. Não aconteceu.
O marceneiro, José Roberto da Silva, 42 anos, disse que já viu pequenos acidentes e até um atropelamento na via:
__ Aqui é um perigo e ninguém arrisca mais atravessar nesse sinal enquanto os carros não param. E além disso, quem vem do retorno, avança o sinal para fugir do trânsito, fazendo a bandalha, seguindo em direção a Curicica. Um perigo. Um pardal aqui é urgente – reclama
No site do jornal tem alguns vídeos que mostram várias situações de veículos avançando os sinais. Decidimos fazer essa matéria já no final dessa edição e a Prefeitura não teve tempo hábil para resposta mas colocaremos no site do jornal a posição do órgão assim que recebermos . Estamos de olho!




